Será que os dados e o Analytics fazem mesmo a diferença no mundo de um gestor financeiro? | MicroStrategy
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Será que os dados e o Analytics fazem mesmo a diferença no mundo de um gestor financeiro?

Vivemos em um mundo de constante transformação. E fato, que não importa o tipo de indústria ou empresa, os negócios estão tornando-se cada vez mais digitais. O processo de digitalização dos negócios de maneira geral começa com as atividades de comunicação, em seguida passam para Customer Care e, gradualmente, estendem-se por toda a empresa. E a área de finanças, claramente não é uma exceção. Seria errôneo dizer que nesse contexto digital o papel do gestor financeiro tenha mudado dentro de uma companhia. Seguimos atuando como advisor estratégico, responsável por otimizar a alocação de recursos da empresa e, ao mesmo tempo, por zelar que a forma como as tarefas são executadas esteja alinhada com os objetivos estratégicos da companhia.

Na verdade, a grande mudança e o desafio esta na maneira de trabalhar de um gestor financeiro, principalmente pelo fato que em ambientes digitais, temos duas situações com maior incidência. Primeiro, a velocidade com que tudo acontece é muito superior, tanto na geração de dados transacionais, como no que diz respeito ao crescimento do negócio propriamente dito, o que é fruto da escalabilidade digital. Além disso, a disponibilidade de informação e de dados brutos para a tomada de decisões é infinitamente maior do que em negócios analógicos. Desta forma, para poder encarar este novo ambiente de negócios e, mais do que isso, ser bem-sucedido nele, o gestor financeiro precisa principalmente de duas coisas: um time treinado em gerenciar grandes quantidades de dados, e ferramentas que o permitam “digerir” os mesmos.

Posso dizer que já vivi os três mundos totalmente diferentes que um gestor de financeiro pode experimentar: o analógico, o digital e o totalmente orientado aos dados.  E conforme fui fazendo essas migrações percebi uma mudança muito forte e os impactos enormes de trabalhar em um cenário mais tecnológico e que usa dados como base. Como disse, a primeira diferença está na velocidade em que o time de finanças consegue medir seus indicadores em um ambiente digital. É tudo muito rápido. Percebi isso nitidamente. Com o apoio de ferramentas analíticas conseguia olhar o detalhe e entender muito mais o processo decisório. Na velocidade que tem que ser. As atividades de controle operacional e financeiro podem ser feitas online, o que traz uma enorme vantagem: não precisar esperar até o final do período para “descobrir” o resultado financeiro; ou então, o “post mortem” de business cases relevantes pode ser feito com maior rapidez e acuracidade.

A segunda mudança que percebi foi no que tange a quantidade e disponibilidade de dados que o gestor financeiro tem para tomar suas decisões (e muitas vezes nem sabe). Pense em um negócio digital, no qual cada passo no ciclo de vida do cliente possa ser refletido em dados com grande detalhe: desde o processo de compra em diferentes canais de venda, passando pela cobrança e até as diferentes ações exigidas no pós-venda, entre outros. Cada uma destas interações abre portas, por exemplo, para a área de finanças construir análises mais profundas que trazem o verdadeiro entendimento da rentabilidade de cada canal, centro de atendimento, cliente ou transação.  Mas, pode ser útil também para o desenvolvimento de melhores modelos de longo prazo, que permitem definir objetivos estratégicos muito mais realistas.

Tudo isto, certamente, cria um desafio grande o gestor financeiro. Afinal, somos uma área usuária de informação e se não tivermos um suporte para gerir essa informação, não vamos conseguir fazê-lo de maneira correta.

E aí venho parar em uma empresa em que levar a inteligência para todos os lados é a principal missão. Além de reafirmar tudo o que aprendi quando experimentei o começo da transformação digital, descobri que podemos ir mais além. Um time de finanças precisa entender o que acontece na operação, digerir as informações e ter insights. E definitivamente isso não é possível usando o Excel. Há muito potencial a explorar, muitas formas de analisar, planejar, ter insights a zero clique, sem sair do ambiente de trabalho.

É fato que o gestor financeiro tem muito mais informações para tomar decisões e precisa de ajuda para fazer um bom uso disto. Portanto, vou deixar alguns conselhos aqui.

  1. A Diretoria Financeira, em conjunto com as áreas de negócio, precisa definir com muita clareza quais são os assuntos e as perguntas chave a serem respondidas pelo Analytics;
  2. O time de finanças precisa saber como tratar e gerenciar grandes quantidades de dados. Longe estão os dias nos quais o gestor financeiro só precisava sabe fazer cálculos financeiros de TIR ou ROE;
  3. E, finalmente, para poder encarar este novo ambiente de negócios, o time de finanças precisa envolver-se desde o começo, ou seja, participar do processo de escolha da ferramenta mais adequada para seu business. Tem que ser uma tecnologia que permita planejar e que não só gerencie uma grande quantidade de dados, mas que admita previsões futuras. Em suma, a melhor ferramenta é aquela que te atenda. 

Pretendo trazer aqui vários insights de como os dados e o Analytics podem ajudar a facilitar o dia a dia do gestor financeiro e da área de finanças como um todo. Acompanhe.
 

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